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Mão de obra encarece construção

As despesas com mão de obra puxaram o custo da construção civil em 2009. O chamado CUB (Custo Unitário Básico), indicador que mede a inflação da construção civil, subiu 3,57% no último ano, de acordo com levantamento do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Segundo o SindusCon-SP, a elevação do custo da mão de obra em 7,85% e o reajuste salarial dos engenheiros, de em média 5,62%, foram os tópicos que mais pesaram no custo geral da construção civil. O custo final não ficou mais alto graças à queda média de 1,03% no preço do material de construção.
Segundo Eduardo Zaidan, diretor do Departamento de Economia do SindusCon-SP, apesar da crise financeira, o ritmo da construção civil em 2009 manteve-se forte. "Houve a crise, mas as construções que já haviam sido lançadas foram mantidas. Por isso, a pressão sobre o custo da mão de obra permaneceu", disse Zaidan.
O SindusCon considerou a variação de 3,57% em linha com outros indicadores de inflação da economia brasileira, por isso a pressão de custos vinda da mão de obra foi considerada "normal".
Para 2010, a indústria da construção civil avalia que os salários podem continuar a ter reajustes acima da inflação.
Contratações
Além da alta real de salários, em 2009 a indústria da construção alcançou nível recorde de contratações com carteira assinada. Foram admitidos 2,328 milhões de trabalhadores, com saldo de mais de 200 mil empregos criados.
Estudo feito pela FGV a pedido da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) demonstra que um novo ciclo de investimentos (em habitações, saneamento e infraestrutura) irá elevar a demanda por mão de obra qualificada, que hoje não existe em quantidade suficiente no país. O estudo alerta também que essa condição deve provocar forte pressão sobre salários. (AGNALDO BRITO)
Jornal Folha de São Paulo – 05-01-2010



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