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Em São Paulo, mão de obra é capacitada para evitar “apagão

O governo federal prevê que as contratações por parte da construção civil serão a mola propulsora do emprego em 2010. Porém, há pelo menos três anos o mercado chama a atenção para uma possível falta de mão de obra qualificada no segmento, que tem experimentado crescimentos anuais bastante significativos. “Vamos qualificar 60 mil pessoas no Senai de São Paulo para trabalhar especificamente na construção do estado. Estamos fazendo isso para que não haja falta de mão de obra”, adianta Abílio José Weber, diretor da escola da Construção Civil do Tatuapé do Senai-SP. Em 2009, as escolas técnicas do Senai capacitaram 48 mil pessoas para o setor.
O professor conta que a decisão de qualificar 60 mil alunos, montante acima da média tradicional da rede escolar, foi tomada após a análise de um estudo produzido pelo Sindicado da Indústrias da Construção Civil (Sinduscom), no qual foram apontadas as áreas em que há maior risco de haver o chamado ‘apagão’ de mão de obra. “A construção civil exige diversas qualificações. São pedreiros, telhadistas, eletricistas, encanadores, vidraceiros, entre outras atividades”, afirma Weber. “Nós preparamos pessoal para todas estes ramos.”. Hoje, o Senai conta com 53 escolas destinadas para a formação de pessoal para a construção civil.
Outros segmentos
Walter Vicioni, diretor regional do Senai, conta que, apesar de ser público o grau de empregabilidade da construção civil, há um certo preconceito da população em se formar para este ramo. “Os alunos preferem, por exemplo, mecatrônica”, comenta. Para Vicioni, faltam orientações para estimular a entrada de pessoas nos cursos em que há mais chances de emprego. “O status da ocupação ainda importa muito para o brasileiro”, diz.
Vicioni também salienta os ganhos que o Senai possui por estar “praticamente dentro das indústrias”, já que a escola está submetida à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no caso estadual, ou à Confederação Nacional da Indústrias (CNI), quando se trata do país. “Acompanhamos de perto as necessidades da indústrias e direcionamos os cursos conforme essas orientações”, afirma.
Somente no ano passado, foram inauguradas, em São Paulo, quatro novas unidades do serviço de aprendizagem industrial. A de Barueri destina-se aos setores gráfico e eletroeletrônico; a de Matão, para solda, caldeiraria e instrumentação; a de Leme, à eletroeletrônica e metal mecânica; e a da capital paulistana foca-se na formação de soldadores.
Brasil Econômico - 21/1/2010



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