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Palco da Copa do Mundo de 2014, o Estádio Mineirão terá iluminação solar. A Cemig irá instalar, operar e manter na edificação centrais de painéis fotovoltaicos com objetivo de gerar energia proveniente do Sol. O estudo de viabilidade técnica e econômica para a conversão, feito em parceria com a Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ), já está em fase de finalização.
Segundo Heringer, gestor de projeto, os preparativos para a Copa prevêem uma reforma do estádio que passará a ter como extensão uma cobertura transparente onde as placas fotovoltaicas serão instaladas. Ainda de acordo com Heringer, a usina solar no teto do Mineirão poderá gerar de 1 MW a 1,5 MW/hora. “Desse volume, de 5% a 10% será destinado para suprir a energia do Mineirão. Toda a energia será jogada na rede e comercializada”, afirma Heringer. A geração de energia prevista pela Cemig com esse projeto será suficiente para suprir o consumo médio mensal de 750 residências.
Além de modernizar o abastecimento de energia no Estádio Mineirão e no Ginásio Mineirinho, em contrapartida ao fornecimento do espaço para colocar as placas a Cemig, junto com uma equipe de engenheiros e arquitetos, está promovendo um programa de eficiência energética para o centro esportivo, como principal objetivo de reduzir a conta de luz.
Cerca de 75% dos custos das obras para a construção da central geradora de energia solar do Mineirão já estão com os recursos assegurados por meio de um financiamento junto ao KFW (Banco de Fomento do Governo Alemão). Os dois grupos já são parceiros na construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) em Minas Gerais. O modelo de usina que será utilizado no estádio mineiro tem como inspiração os sistemas implantados nos estádios de Freiburg, cidade alemã considerada a capital solar do país.
No Brasil, o governo do Rio de Janeiro também estuda um projeto semelhante para o Maracanã. O estudo deve ser feito em conjunto com o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Renováveis Alternativas na América Latina (Ideal) e a Universidade Federal de Santa Catarina.
Brasil Econômico - 24/02/2010
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