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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, revelou ontem que a companhia irá construir um polo gás-químico no Espírito Santo, dentro da estratégia de desenvolver mercados mais flexíveis para o gás natural e agregar valor ao insumo. Segundo o executivo, o novo complexo terá linhas de diversos produtos, entre eles o metanol.
O novo projeto faz parte do Plano Estratégico 2010-2014, anunciado na segunda-feira pela companhia e prevê investimentos de US$ 5,7 bilhões em empreendimentos gás-químicos. Além do complexo no Espírito Santo, o executivo revelou que a estatal construirá mais três outras unidades nesta área: duas fábricas de amônia, sendo uma em Sergipe e outra em Uberaba (MG), e uma instalação de ureia em Três Lagoas (MS), com produção marginal de amônia. "Esses investimentos permitirão flexibilizar o consumo de gás, otimizando a rentabilidade dos investimentos já realizados", afirmou Gabrielli. Esses investimentos visam tornar o consumo de gás mais flexível em função da necessidade de garantir o insumo em 100% do tempo para as térmicas. Como essas usinas só entram em operação quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas está baixo, a Petrobras precisa encontrar outros mercados para o gás para evitar que a sua infraestrutura fique ociosa e que não haja queima de insumo nos campos de produção. Em coletiva realizada um dia antes, na sede da companhia, Gabrielli havia afirmado que dessa forma a empresa procura agregar mais valor ao gás natural.
DCI - 23/6/2010
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