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Para acalmar as reclamações dos empresários pelos cortes do serviço de gás, o governo de Cristina Kirchner vai conceder subsídios de aproximadamente 1 bilhão de pesos (R$ 453,3 milhões) como compensação pelos gastos com combustíveis substitutos, segundo cálculos de fontes do mercado. O montante final ainda não foi definido pelo governo, já que este depende da variação climática. A medida foi confirmada na sexta-feira pelo Ministério do Planejamento, apenas dois dias depois do alerta feito pela União Industrial Argentina (UIA), em nota oficial, sobre possíveis retrações no nível de produção diante da escassez energética.
As temperaturas abaixo de zero provocam aumento do consumo de gás nos sistemas de aquecimento das residências argentinas. Para atender a essa demanda, o governo aplica cortes parciais ou totais do gás às indústrias. A UIA alertou que a falta de gás pode comprometer seriamente o crescimento econômico de 7% a 8% previsto para este ano.
A ordem de execução do plano de subsídios foi dada pelo ministro de Planejamento, Julio de Vido. O ministério emitiu nota afirmando que, "nesta época do ano, volta a aplicar o Plano Energia Total (PET) com plena efetividade". O programa foi criado pelo governo de Néstor Kirchner para enfrentar o ponto culminante da crise energética durante o inverno de 2007. A execução do plano estará sob a responsabilidade da energética estatal Enarsa.
Jornal do Commercio - Rio de Janeiro - 18/7/2010
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