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Rede subterrânea de energia do Rio estará sob controle somente em 2014

Light alegou para secretaria de Estado que não há mão de obra e material

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, Julio Bueno se reuniu nesta segunda-feira (19) com representantes da Light -distribuidora de energia na capital – e informou que a empresa não tem como resolver os problemas da rede subterrânea com urgência porque falta mão de obra específica e material. Bueno afirmou que a concessionária aumentou o investimento na manutenção da rede de R$ 450 milhões para R$ 520 milhões, no entanto, ainda está treinando 200 funcionários para atuarem no subterrâneo.
- A Light está mudando a tecnologia, comprando equipamentos. Até 2014 toda rede subterrânea estará sob controle.
A CEG (Companhia Estadual de Gás) também participou da reunião nesta manhã. Juntamente com a Light, segundo Bueno, a distribuidora de gás natural faz desde 2006 inspeção das caixas transformadoras e caixas de passagem - algumas dessas abrigam fios e tubulação de gás. Essa parceria também será intensificada. De 9.000 vistorias as companhias pretendem ampliar para 16 mil, segundo o secretário.
De acordo com Bueno, o governo do Estado não tem como fiscalizar a atuação da Light, que é de competência da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) , porém, convocou o presidente da empresa, Jerson Kelman, para entender o que está acontecendo na rede já que voltaram a ocorrer explosões em bueiros. Em menos de um mês, na zona sul do Rio, três bueiros da Light explodiram. Em uma das explosões, um casal de americanos ficou gravemente ferido – a mulher teve 80% do corpo queimado. Ambos continuam internados na capital.
- A Light direcionou os investimentos da rede aérea para a rede subterrânea, mas o problema não é recurso. Não tem gente [especializada], equipamento. Infelizmente se houvesse uma solução curto prazo, a gente daria.
Em 12 meses, segundo Bueno, foram registradas sete explosões de bueiros da Light e nenhuma da CEG. A rede subterrânea é da década de 50, quando a Light era canadense, segundo a secretaria.
Site Notícias R7 – 20/07



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