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Com a expansão da atividade econômica e o aumento da utilização da capacidade instalada, as indústrias brasileiras prometem acelerar os projetos de manutenção de máquinas e equipamentos neste ano. A estimativa é que os investimentos na área alcancem R$ 120 bilhões no país, alta de 33% sobre os R$ 90,3 bilhões de 2008, segundo sondagem da Associação Brasileira de Manutenção (Abraman) .
"Com a economia em alta as indústrias estão operando próximas do limite e precisam investir mais em manutenção para evitar falhas e indisponibilidade dos equipamentos", explica o presidente da Abraman, Eduardo Lobato. Segundo ele, o volume previsto de aportes é o maior desde a primeira edição da pesquisa, divulgada em 1996. A sondagem é feita a cada dois anos e as projeções para 2010 serão apresentadas no congresso que a entidade promoverá em setembro, em Bento Gonçalves (RS).
Conforme Lobato, os setores que devem puxar os investimentos neste ano são os de petróleo e gás, petroquímico, siderúrgico e papel e celulose. Na média, de acordo com a sondagem, os gastos com manutenção chegam a 4,14% do faturamento bruto anual das empresas. Os índices mais altos apareceram nos setores de transportes (8,25%) e energia elétrica (8%).
Do investimento total previsto para este ano, 41,6% serão gastos em materiais, incluindo desde peças e componentes até produtos de consumo como óleos e graxas, indica a pesquisa da Abraman. Na última sondagem, esses itens representavam 40,4% das despesas. O restante divide-se entre pessoal próprio e serviços contratados.
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) investe perto de R$ 30 milhões por ano em projetos de manutenção nas áreas de geração e transmissão, diz o gerente da área de operação de geração da empresa, Urbano Moreira Filho. De acordo com ele, a empresa opera com 3,2 mil protocolos de manutenção e desde 1994 reduziu o número médio de falhas por gerador de 4,7 para 1,2 a 1,5 por ano. Os maiores equipamentos da companhia têm entre três e 30 anos de funcionamento, acrescenta o executivo.
Na Fábrica Carioca de Catalisadores (FCC), a chamada manutenção "preditiva" (que acompanha o desempenho dos equipamentos a partir de quesitos como vibração e consumo de óleos lubrificantes, por exemplo) permitiu reduzir pela metade os períodos de paradas programadas para recuperação das máquinas. "Hoje a média é de sete a dez dias por equipamentos, de duas a três vezes por ano", diz o presidente Edson Kleiber de Castilho. Segundo ele, a empresa vai investir R$ 12 milhões neste ano em procedimentos de manutenção, 33% a mais do que em 2008.
Valor Econômico - 30/7/2010
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